quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Retratos por Erika Iris Simmons

Para dar continuidade ao legado deixado por Andy Warhol e outros nomes da Pop Art dos anos 1960, a nova leva de artistas contemporâneos precisa ser cada vez mais criativa.




 Erika Iris Simmons, de Atlanta, é um desses casos. A artista utiliza material reciclado para criar autênticos retratos de ícones do entretenimento. Cada categoria recebe um material base diferente: para representantes do mundo da música, ela usa fitas cassete; de filme, rolos de filme; da literatura, trechos da própria obra do autor.









Seus retratos caíram nas mãos do diretor Ethan Lader, que adorou a perspectiva de Simmons e elaborou o novo clipe do cantor/produtor Bruno Mars baseado inteiramente em sua arte. O vídeo da música Just The Way You Are já foi visto mais de 50 milhões de vezes no YouTube e canção foi indicada ao prêmio Grammy de Melhor Performance Masculina.
No site da CNN Entertainment, Erika afirmou, “Eu faço [minhas obras] porque me divirto e as pessoas gostam. Se esse não for mais o caso, faria outra coisa.”

Link para o clipe do Bruno Mars:


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mestre do Macabro, Charles Addams

Nascido no dia 7 de janeiro de 1912, em New Jersey, Addams começou a publicar seu trabalho na revista New Yorker quando tinha 21 anos de idade. Com seu senso de humor irônico e mórbido, ele ficou para sempre conhecido como o criador de “A Família Addams“, personagens que iniciaram sua trajetória nas tiras de quadrinhos, passando pela televisão e pelo cinema até chegar ao teatro, com um musical que entra em cartaz no Brasil em março. 


O abastado advogado Covas Addams/Gomez Alonso Addams, que tinha como passatempo favorito explodir trens de brinquedo, se excitava sempre que sua esposa Morticia Frump falava em francês. A mulher de visual exótico e expressão macabra era mãe de duas crianças: Vandinha/Wednesday e Feioso/Pugsley, que se divertiam brincando de assassinato.
A família também contava com o Tio Chico/Fester, que tinha um vasto conhecimento sobre tudo que é macabro; a vovó, uma espécie de bruxa, mãe de Mortícia; Itt, o primo de Gomez, um sujeito que tem tanto cabelo que não se vê nenhuma parte de seu corpo; o mordomo Tropeço/Lurch, uma criatura enorme, sem expressão e de poucas palavras; e o Coisa, uma mão sem corpo que vivia dentro de uma caixa.
Os Addams tinham como animais de estimação uma aranha, um leão, um polvo e duas piranhas, sendo que Mortícia tratava sua planta carnívora, chamada de Cleópatra, como se fosse um animalzinho.


Adaptada por David Levy e Nat Perrin, a ‘típica família americana’, do ponto de vista macabro, estreou na televisão em 1964, trazendo em seu elenco os atores John Astin, Carolyn Jones, Lisa Loring, Ken Weatherwax, Jackie Coogan, Blossom Rock, Felix Silla e Ted Cassidy.


A série não retrata o humor de Addams, apenas os personagens que ele criou, já que o tom irônico e mórbido vistos nas tiras de quadrinhos foi suavizado para atender os interesses do canal ABC, que pretendia apenas oferecer uma sitcom para toda família com um visual diferente, apoiado na fama que Addams conquistara como cartunista. Mesmo assim, a série foi bem recebida, registrando cerca de 23.9% da audiência do público alvo, de acordo com o jornal L.A. Times.

“A Família Addams” estreou uma semana antes de “Os Monstros”, da CBS, outra comédia que apresentava uma família ‘diferente’, encabeçada pela criatura de Frankenstein casada com a filha do Drácula. Na competição pela audiência, os Addams perderam para os Monstros, que em sua primeira temporada registrou cerca de 24.7% do público alvo. Mas, no resultado final, ambas foram produzidas ao longo de duas temporadas e canceladas em 1966. Segundo Stephen Cox em seu livro “The Addams Chronicles”, a série “Os Monstros” começava a registrar queda na audiência e, visto que ela tinha as mesmas características de “A Família Addams”, a ABC concluiu que a série seguiria o mesmo caminho. Assim, cancelou a produção na mesma semana que a CBS anunciou o cancelamento de “Os Monstros”.

Em 1973 e em 1991 foram produzidas versões animadas de “A Família Addams”. Em 1977, um filme para celebrar o Dia das Bruxas foi produzido, reunindo parte dos atores que estrelaram a série.

Em 1998, foi produzido o remake “A Nova Família Addams” e em 1991 os Addams chegaram no cinema onde estrelaram três filmes (sendo que a terceira produção foi lançada direto em vídeo).

Em 2010 a Família Addams fez sua estreia na Broadway com um musical que será apresentado em São Paulo a partir da primeira semana de março deste ano.

Charles Addams não viveu para testemunhar a trajetória de seus personagens. Ele faleceu em 1988, vítima de parada cardíaca, aos 76 anos de idade. Em seu tempo de vida, ele viu apenas o sucesso gerado pelas versões para a TV e suas reprises.

Desenhos de Charles Addams:




{ Matéria retirada do site da Veja }

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O perturbador e encantador mundo de Mark Ryden

Mark Ryden (Oregon, Estados Unidos, 20 de janeiro de 1963) é um pintor americano de belas-artes.
Divorciado e pai de dois filhos, Ryden estudou Ilustração e se formou em Pasadena, Califórnia, em 1987. Ele atualmente vive e trabalha na cidade de Eagle Rock, dividindo o estúdio com sua companheira, a artista Marion Peck.





 O trabalho de Ryden é bastante detalhado. Envolve principalmente caricaturas, e uma espantosa combinação de garotinhas, carne, numerologia, simbologia Católica e Budista. Varia de grandes quadros a óleo a pequenos trabalhos em preto-e-branco no papel. Ryden é influenciado pela arte fantástica, de Alice no país das maravilhas, pelo Surrealismo e trabalhos Renascentistas bem como pelas novas formas de expressão que surgiram no seculo XX.















Mark ilustrou algumas capas de disco de renomados artistas, como Red Hot Chili Peppers e Michael Jackson.




  
Este tipo de arte, caracterizada por uma releitura do absurdo, do uso profuso de simbolismos e uma ligação fortíssima com a arte popular, demonstrada pela cartoonizacao de muitos elementos, por exemplo, sem no entanto ser descontextualizada artisticamente ou diminuida em termos de referencia é denominada de LOW BROW, Neosurrealismo ou ainda Pop Surrealismo.